Comecei minha vida profissional aos 16 anos. Na época, eu buscava qualquer exemplo e conhecimento para aprender. Com o tempo, cresci na empresa, passei por alguns cargos, parti para outro emprego que também me levou por alguns cargos e a oportunidade de trabalhar com diversas pessoas, perfis, chefes, parceiros de negócios e colegas.

 

Aprendi com tudo isso, não só, o que era bom mas também o que era ruim e deveria ser evitado. Meus anos de trabalho me trouxeram muita experiência, mas o que mais ajudou a formar a minha consciência profissional foi o esporte, que nos últimos 5 anos se tornou parte da minha vida.

 

Mas como assim? Que sentido isso faz? Comecei treinando para correr 5 km, não foi fácil e o meu primeiro desafio nesse quesito era completar a primeira corrida sem caminhar. Deu certo, objetivo alcançado. Depois disso, eu precisava de uma nova meta e aí comecei a treinar para os 10 km. Mais uma vez, depois de um bom tempo, me lancei no desafio e consegui cumprir. E assim foi com os 21 km e, recentemente, a difícil missão de aprender a nadar e começar o Triathlon, três modalidades que exigem muito do atleta.

 

O que aprendi com tudo isso? Em primeiro lugar que eu sou capaz de realizar qualquer desafio, com treino, persistência e sabendo exatamente por que caminho trilhar. Caminhando por todo esse tempo de treino aprendi a conhecer meus limites, eu diria simplesmente que ser atleta é uma forma de descobrir quem somos e até que limite podemos chegar. Saber quando posso acelerar mais ou quando é necessário segurar e me manter em velocidade média. É preciso ser estratégico! Isso também me ajudou a conhecer meus pontos fortes e aqueles em que eu precisava me desenvolver, além de fortalecer minha autoestima, confiando naquilo que eu faço de melhor, fazendo com que eu ousasse mais e tivesse mais coragem de assumir projetos maiores.

 

A experiência com os treinos me mostrou que sempre é possível ir além, nós sempre temos um pouco a mais para dar e devemos dar o nosso melhor em todos os momentos e em tudo o que fizermos. A persistência na busca por superar e alcançar as minhas metas esportivas me mostrou como é interessante errar e ultrapassar as expectativas depois da solução de um problema.

 

A minha rotina apressada e a tentativa de conciliar tantas atividades em um dia me ensinaram a ter, ainda mais do que já tinha, organização e gestão do meu tempo. Afinal, ter aula de natação, musculação, correr, andar de bike, trabalhar, estudar e ainda uma vida social precisa de muito planejamento diário.

 

Quando me "nomeio" como um atleta, não estou querendo me incluir na lista dos que competem contra outros buscando o primeiro lugar, mas sim aquele que compete diariamente consigo mesmo, que aprende a superar os seus medos, receios, fraquezas, mas sobretudo, aquele que aprende que dentro de si sempre há força necessária para mover e conquistar tudo aquilo que deseja!

 

Texto publicado por:

Felipe Augusto Amaral da Rocha Graduado em Publicidade e Propaganda, atuo com Marketing Digital. Me apaixonei pelo esporte quando ajudava minha irmã a perder peso. Nós dois, de lá pra cá, não paramos mais e já são 8 anos de muitas provas e treinos.

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