Olá pessoal!! Mais um ano está começando e nesse período muitos acabam buscando novos desafios. A transição da piscina para as águas abertas pode ser um deles. Principalmente quem está iniciando no triathlon pode sentir muita dificuldade em suas primeiras experiências no mar e caso a vivência seja negativa, isso pode interferir em todo planejamento da temporada. Mas nós estamos aqui justamente para ajudar você a encarar as águas salgadas e doces com mais tranquilidade.

 

A primeira coisa que o atleta precisa para a maratona aquática é ter a segurança de nadar continuamente. Vão existir momentos de cansaço, como em toda atividade física, mas no mar ou no rio não será possível colocar o pé no chão ou apoiar na borda e em raias. Por isso, o condicionamento físico o controle mental/emocional são essenciais, evitando inclusive riscos de afogamento ou crises de pânico.

 

Durante o treino, o nadador deve trabalhar todas as intensidades, exercícios progressivos (onde o ritmo aumenta aos poucos) e regressivos (onde o ritmo diminui aos poucos), velocidade e potência... É isso que deixa a pessoa preparada para qualquer tipo de prova, independente da distância e do tipo de água (salgada ou doce). Com o ritmo bem definido, sabendo o que é forte, moderado e fraco, a pessoa não perde o fôlego durante o nado. Esta variação de intensidade e autoconhecimento dos diferentes ritmos trará a segurança necessária para o atleta superar as condições climáticas e ter confiança durante o desafio.

 

Outra grande dificuldade de quem está iniciando nas águas abertas é a falta de visibilidade. Na piscina o atleta vê tudo, tem pontos de referência no chão e no teto, mas na maratona aquática sua orientação será sempre uma boia e/ou pontos externos como edifícios, tendas, marcos históricos, ilhas etc. Por isso, também é muito importante que o atleta faça treinos externos (simulados) em lagoas, represas ou outro local onde seja possível ficar em pé até a pessoa se acostumar a ficar confortável no fundo e também para visualizar os pontos de referência antes de cair na água.

 

Nesse momento, o atleta deve aproveitar para treinar a navegação e a respiração frontal, um dos fundamentos que considero mais importantes nas águas abertas. É com a navegação que o nadador se orienta, traça seu caminho. Realizar o trabalho de navegação (respiração frontal) em determinados momentos do treino será muito importante para fortalecer a musculatura que será utilizada e para o atleta ter o menor desgaste possível durante a execução na prova, pois a qualidade técnica será essencial para um bom rendimento.

 

Além disso, ir para um lugar aberto é fundamental para que o atleta se acostume com o ambiente. Escolher os pontos de referência, saber a hora de nadar rápido e a hora de poupar, sentir o vento e a correnteza, testar a hidratação, lidar com as ondulações, enfim, como não existe a pressão da prova por um resultado, o atleta pode se concentrar mais e se prepara para as adversidades comuns dessa modalidade. Nos dias de prova aconselho realizar um aquecimento simples na água para sentir a temperatura, observar de que lado está corrente, as ondulações, o vento e quais são os pontos de referência na chegada.

 

Desejo uma ótima temporada para todos e que essas dicas ajudem todos a terem uma boa estreia nas águas abertas!!

 

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Samir Barel

Colunista

Educador Fisico, especializado em Bioquímica, fisiologia, nutrição e treinamento pela UNICAMP. Idealizador do DESAFIO AQUAMAN, diretor técnico do ALOHA SPIRIT e sócio da ELO Academia de Campinas. Foi TOP TEN no Grand Prix Mundial da FINA em 2013, participou e venceu diversas ultra maratonas aquáticas, destaque para a 14Bis (24K) e a tríplice coroa: canal da mancha (36k), volta da ilha de Manhattan (45K) e Canal Catalina (34K). Mensalmente assina nossa coluna sobre natação.

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