Olá pessoal! Chegamos aqui para mais uma dica importante para a natação em águas abertas. Um dos momentos mais aguardados é a largada. Quando o som da buzina toca, o coração bate acelerado e muitas vezes deixamos passar pequenos detalhes que podem fazer a diferença no resultado esperado para a prova.

 

A primeira coisa é entrar na água ANTES da largada, para ver qual a profundidade. Ás vezes tem um degrau logo de cara e se o nadador não observa, pode torcer o pé ou se lesionar logo no início da prova. Por isso, tome cuidado e aproveite também esse momento para analisar bem todos os pontos importantes do percurso, como está a temperatura da água, para que lado está a corrente, onde estão as boias... etc. Isso influencia diretamente na sua estratégia de prova.

 

Podemos dizer que existem 3 momentos na largada: a CORRIDA, o MERGULHO eo CRAWL. Em provas onde se parte da areia, a largada começa com a corrida. O atleta deve correr até quando consegue passar a perna por cima da água/onda. Isso vai depender diretamente da profundidade do local, ás vezes mais, ás vezes menos. Quando a água passa da altura do joelho até a cintura, o atleta pode começar a fazer um mergulho, que é parecido com o nado borboleta, mas não se executa o movimento completo. A ideia é ir ganhando espaço, por isso o atleta mergulha, sai lá na frente, levanta e mergulha de novo buscando se distanciar. Nesse momento, muita atenção pois você pode cansar bastante, por isso seja forte mas poupe energia. Quando o nadador não consegue ter mais propulsão, geralmente quando deixa de colocar o pé no chão, ai sim se inicia o nado crawl.

 

Tome cuidado para NÃO sair muito forte logo no começo, pois além de cansar rapidamente, muitas vezes o nadador acaba hiperventilando e o oxigênio não dá conta de irrigar a musculatura, comprometendo o restante da prova. Nessa situação, o atleta acaba entrando em anaeróbico (exercício de alta intensidade e curta duração), o que é ruim pois a prova é aeróbica (exercício de longa duração). Mesmo em provas de sprint, é importante lembrar que os atletas mais rápidos também não saem em anaeróbio. Não é porque a metragem é curta que o atleta deve sair com em alta frequência. Neste caso, o nadador tem que sair com ritmo forte, mas com economia de perna e de braçada já visando o restante do percurso.

 

Quando o mar está mais flat é possível trabalhar com mais força e mais amplitude na braçada, imprimindo um ritmo de perna mais cadenciado junto com a braçada. Quando o mar está mais ondulado, é preciso uma cadência de braçada maior, pois não dá pra ficar deslizando já que as ondas acabam desequilibrando o nado. Então se usa uma frequência de braçada maior e mais alta.

 

O POSICIONAMENTO na hora da largada também é crucial. Uma pessoa que tem um bom sprint e uma boa economia de energia mesmo sendo mais veloz no começo pode largar no meio sem problemas. Quem é mais lento ou um pouco mais conservador, é melhor largar mais aberto, ao lado contrário da boia. Por exemplo, se vai contornar para o lado esquerdo, largue mais para o lado direito, para ir fechando em direção da boia, encontrando o grupo. Neste caso a pessoa acaba economizando tempo pois evita que seja "atropelada" nadando no meio do pelotão.

 

As CORRENTES também influenciam bastante na largada. Se não tiver corrente em nenhum dos lados, aproveite e nade de frente pra boia. Com corrente, sempre escolha o lado mais aberto, por exemplo: se a boia está pra esquerda e a corrente também, então nade mais para o lado direito, pois a corrente vai te levar para a boia.

 

Para ser mais eficiente na largada, dê uma atenção especial ao tipo de trabalho feito no treino, afinal o que é feito durante a preparação é o que se aplica na prova. Quem pretende disputar provas mais longas (3k, 5k, 10k ou acima), a ênfase do trabalho no treino é geralmente no A1 e A2. Já para quem disputa nas provas curtas (750m, 1500m), a enfase é maior no A2 e A3 dependendo do nível do atleta. Além disso, os trabalhos intervalados que ajudam a ter mais força e resistência, com um ritmo mais intenso.

 

Espero ter ajudado mais uma vez para que vocês façam uma prova bem sucedida. Voltamos em breve com mais informação e conteúdo exclusivo para os leitores!

 

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FOTOS: Alexandre Janotii

 

Samir Barel

Colunista

Educador Fisico, especializado em Bioquímica, fisiologia, nutrição e treinamento pela UNICAMP. Idealizador do DESAFIO AQUAMAN, diretor técnico do ALOHA SPIRIT e sócio da ELO Academia de Campinas. Foi TOP TEN no Grand Prix Mundial da FINA em 2013, participou e venceu diversas ultra maratonas aquáticas, destaque para a 14Bis (24K) e a tríplice coroa: canal da mancha (36k), volta da ilha de Manhattan (45K) e Canal Catalina (34K). Mensalmente assina nossa coluna sobre natação.

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