Por que fugimos dele?
São raros os corredores, triatletas e quaisquer atletas de outras modalidades que são apaixonados pelo treino de força. Antes de tudo, é importante saber que diferentes modalidades fazem parte desta categoria, como a musculação, pilates, e outros métodos, que tem como objetivo central, o desenvolvimento de uma capacidade física importante para a longevidade, prevenção de lesões e rendimento esportivo.

 

Em pouco minutos de conversa com estes atletas que não curtem este tipo de treino, é possível listar os principais motivos que o tornam um grande vilão:

 

• Não conhecimento de sua real importância: Pelo fato de existir poucas matérias sobre este tema, diferentes metodologias, inúmeras possibilidades de treino, muitos atletas não incluem esta modalidade em sua rotina semanal, e não mantem a regularidade e frequência ideal.

• Resultados silenciosos: Os resultados do treino regular de força costumam ser mais silenciosos, e em muitos casos, desistimos, rapidamente, por não sentir seus efeitos e pela falta de paciência e persistência.

• Dificuldade em executar os movimentos: Além de existirem incontáveis exercícios, existem diferentes formas de executá-los, sem contar a dificuldade de ajustar os aparelhos da musculação e saber o que fazer com tantos acessórios.

• Evitar o sofrimento: o treino de força bem feito requer esforço, muitas vezes além do que estamos acostumados a fazer, associado à alteração de pressão pela resistência periférica, faz com que ele se torne mais difícil ainda e evitado pelos atletas.

• Ambiente hostil: Geralmente as salas de musculação pilates, box de cross fit, assustam muita gente, e para quem não tem facilidade e interesse, acaba passando longe destes locais.

• Monotonia: Na maioria das vezes, treinamos sozinhos e os treinos costuma se repetir de uma semana para a outra, sem contar aquela chatice de contar todas as séries, repetições e tempo de descanso.

• Dor tardia: Dependendo do esforço feito, principalmente quando variamos estímulos, sentimos aquela dor nos dias seguintes ao treino, principalmente, quando descemos escadas, levantamos da cadeira, e em outros movimentos do dia-a-dia.

• Não especificidade: Por conta do educador físico, que prescreve orienta o atleta com seu treino de força, não dominar conceitos da modalidade alvo, torna esta modalidade não funcional e direcionada para os objetivos do atleta.

• Necessidade de um espaço físico e investimento: Diferentemente da corrida e de outros esportes, necessitamos de um espaço físico e equipamentos para potencializarmos o desenvolvimento desta capacidade, isto acaba inviabilizando a prática por alguns atletas que não conseguem bancar este custo adicional. Muitos alegam que não gostam de treinar em ambiente fechado, e isto se torna uma barreira, também.

 

Não se desespere se você faz parte deste grupo e se enquadra em algum, ou alguns destes motivos, encare o treino de força como seu grande aliado e não vilão, sabendo que para a grande maioria, não é prazeroso. No próximo texto, tentarei convencê-lo a incluí-lo em sua rotina semanal de maneira regular, evidenciando os principais benefícios para o esporte que você tanto ama.

 

Confira uma seleção de treinos específicos de força que preparamos para vocês, acessando o link abaixo no canal da Lobo Assessoria Esportiva.

 

 

Bons treinos e bora pra cima, galera!

Rodrigo Lobo

Colunista

Bacharel em Educação Física pela Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo; Sócio diretor da Lobo Assessoria Esportiva; Palestrante de temas sobre qualidade de vida, treinamento esportivo e empreendedorismo; Colunista do portal Ativo.com e colaborador de diversos portais e revistas esportivas; Atleta amador de corrida de rua e triathlon, Contribui com o Trilo mensalmente com a coluna - DA TEORIA A PRÁTICA - tudo que precisamos saber para manter os treinos e a qualidade de vida!

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