Você é viciado em atividade física e não consegue ficar parado? As atividades de endurance, como a corrida, ciclismo e natação são importantes válvulas de escape para a liberação de estresse do trabalho, ou outros problemas diários, por conta da liberação de alguns hormônios, como a endorfina e adrenalina.

 

O principal problema de praticar uma mesma modalidade diariamente é a abertura de uma enorme janela para a incidência de lesões musculoesqueléticas, por conta do corpo não conseguir ter tempo para se recuperar da sobrecarga imposta a ele. Para que haja adaptação biopositiva (evolução), é necessário aplicar um estímulo apropriado (treino), seguido de uma recuperação adequada (descanso).

 

Vale salientar que este assunto é dependente de uma série de variáveis do atleta, como: sobrepeso, idade, tempo de prática, histórico de lesões, volume e intensidade de treino, atividades físicas complementares, hábitos alimentares e de sono, rotina de trabalho, etc...

 

O atleta iniciante geralmente necessita de um tempo maior de recuperação, por conta de ser um estímulo novo aplicado ao organismo, neste caso, uma frequência de 3x/semana seria o ideal. Em contrapartida, os mais experientes conseguem tolerar uma frequência de 4 a 6x/semana, caso estas atividades sejam bem prescritas e equilibradas.

 

A recuperação entre treinos dependerá muito do estímulo (intensidade e volume de treino), um tempo adequado para a maioria dos estímulos que o corpo recebe é de 48 horas, mas isso realmente é dependente do treino que é realizado e do poder de recuperação do atletas.

 

Para quem não consegue ficar parado e persiste em treinar sem descanso, mesmo com um regime de trabalho e sobrecarga das tarefas diárias, faz-se necessário um bom planejamento de volume e intensidade elaborado por um profissional capacitado, além da complementação destas atividades com trabalho de força regular, um bom trabalho preventivo com fisioterapeuta e acompanhamento nutricional.

 

Atividades complementares são excelentes estratégias para quem não quer fazer descansos passivos, os famosos OFFs, além de contribuírem para o aprimoramento cardiovascular, e equilíbrio da sobrecarga que uma única modalidade produz. Um bom exemplo desta estratégia são os triatletas, que com um bom planejamento de treinos, conseguem manter os treinos diários, mesmo quando estão com algumas dores, ou lesões pontuais.

 

Para quem está começando agora e se assustou com o tema, fique tranquilo, insista com os treinos regulares e, logo mais, você entenderá perfeitamente do que estamos falando aqui!

 

Bora pra cima e bons treinos!!!

Rodrigo Lobo

Colunista

Bacharel em Educação Física pela Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo; Sócio diretor da Lobo Assessoria Esportiva; Palestrante de temas sobre qualidade de vida, treinamento esportivo e empreendedorismo; Colunista do portal Ativo.com e colaborador de diversos portais e revistas esportivas; Atleta amador de corrida de rua e triathlon, Contribui com o Trilo mensalmente com a coluna - DA TEORIA A PRÁTICA - tudo que precisamos saber para manter os treinos e a qualidade de vida!

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