Você é um daqueles que não se contenta com as corridas de 5 e 10 km, ou mesmo com os triathlons sprint ou short (750 m de natação + 20 km de bike + 5 km de corrida) e olímpicos (o dobro da distância sprint)? Fique tranquilo, você faz parte da grande maioria dos atletas ansiosos para quebrar barreiras das distâncias e partir para provas maiores.

 

Pular etapas pode ser uma das piores decisões de um atleta, principalmente para aqueles com poucos meses ou anos de prática. E qual o motivo? Por que é tão sério assim? Vamos lá para algumas respostas importantes:

 

1. Distâncias menores são peças chave no processo de adaptação do corpo à modalidade, além disso, ela nos possibilita desenvolver capacidades importantes, como velocidade e potência, que serão muito úteis à medida que as distâncias crescem. Não passar por estas etapas, geralmente, é responsável pela estagnação da performance nas distâncias maiores.

 

2. A subida gradual de volume é fundamental na redução do risco de lesões. Picos de volume, subidas abruptas ou submeter, cronicamente, o corpo aos altos volumes (distâncias) de treinos, são as principais causas de lesões, envelhecimento e, consequentemente, o afastamento temporário ou definitivo da modalidade.

 

3. Participar de provas com distâncias menores é uma importante ferramenta de avaliação do ciclo de treinamento para provas mais longas. Por meio delas, podemos avaliar como está o ciclo de treinamento e se ajustes precisam ser feitos para a continuidade do projeto.

 

4. Um bom planejamento, incluindo provas menores no calendário determinando a estratégia para cada uma delas traz uma gama de experiências e aprendizados ao atleta, desde a parte técnica (ajustes biomecânicos, por exemplo), a parte tática (estratégias de ritmos, por exemplo), até mesmo feedbacks importantes dos bastidores, como o polimento, ajustes da alimentação, escolha de equipamentos e acessórios, entre inúmeros outros.

 

5. Provas longas em excesso no calendário do atleta dificultam a continuidade e evolução dos treinos, pois as semanas que antecedem serão de polimento e as seguintes regenerativas, neste caso, os treinos são subaproveitados, com pouca diversificação de estímulos específicos.

 

6. Partir para provas longas, precocemente, pode ser crucial para a desmotivação do atleta. Após cruzar alinha de chegada de um grande desafio, o atleta fica sem rumo, por não ter uma nova prova mais desafiadora pela frente, por ter atingido o topo.

 

7. O bolso, nestas horas, não pode prevalecer. Muitos corredores e triatletas se recusam investir, com inscrição e viagens para participar de provas mais curtas. Sempre existem boas opções regionais (mais próximas) com um custo mais baixo, caso isso, realmente, for um problema para você. Não perca oportunidades valiosas que passam em sua frente.

 

8. Distâncias menores, nos possibilitam imprimir intensidades mais altas, consequentemente, podemos nos motivar liberando alguns hormônios em maior quantidade e fazer o coração bater mais forte.

 

Cuidado com as tentações de seus colegas se inscrevendo em provas longas. Pense se vocês está maduro o suficiente para encarar estes desafios, passou por bons ciclos de preparação e sempre alinhe qualquer projeto com seu treinador, previamente.

 

Bons treinos e bora pra cima, galera!

 

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Credito da foto - @ruasmidia

Rodrigo Lobo

Colunista

Bacharel em Educação Física pela Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo; Sócio diretor da Lobo Assessoria Esportiva; Palestrante de temas sobre qualidade de vida, treinamento esportivo e empreendedorismo; Colunista do portal Ativo.com e colaborador de diversos portais e revistas esportivas; Atleta amador de corrida de rua e triathlon, Contribui com o Trilo mensalmente com a coluna - DA TEORIA A PRÁTICA - tudo que precisamos saber para manter os treinos e a qualidade de vida!

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