Você ainda não ouviu falar sobre a mais nova moda da corrida? Trate logo de se atualizar, pois você está por fora de um dos assuntos mais falados entre os corredores amadores!

 

Como assim? Você não corre em uma frequência, ou cadência de 180 passos por minuto (ppm)? Pelo que falam por aí, desse jeito você não vai longe, então!

 

Será mesmo que esta é a cadência ideal que devemos buscar? Eis a questão!

 

Vamos entender um pouco alguns conceitos e não sair de uma hora para outra usando marca passos (metrônomos) com o objetivo de atingir os 180 ppm!

 

1. Passos mais próximos do centro de massa do corpo e, consequentemente, mais frequentes tendem a ser mais econômicos, nos ajudando a superar distâncias maiores gastando menos energia.

2. Economizando mais energia, temos a possibilidade de correr mais rápido sem extrapolar as zonas de frequência cardíaca propostas para aquela distância, consequentemente, reduzindo o tempo em uma prova.

3. Não respeitar a individualidade biológica e técnica pode ser um grande risco quando adotamos uma nova cadência, ainda mais quando a sustemos por muitos quilômetros.

4. Cada pace ou velocidade requer uma cadência diferente, correr mais rápido nos exige adotar uma frequência maior de passos, enquanto em um trote não necessariamente precisamos correr com 180 ppm.

5. Educativos e treinos específicos para nos ajudar a tomar consciência de nossa cadência são fundamentais neste processo. Invista alguns minutos em sua sessão de treinos para isso. Metrônomos, ou marca-passos, são bons aliados e podemos utilizá-los na fase inicial de aprendizagem.

6. Cuidado para não alterar significativamente, seu gesto mecânico da corrida, saindo de 160 ppm para 182 ppm, por exemplo. Faça uma adaptação progressiva em um parte apenas de sua sessão de treinos, no final do aquecimento ou naquela série em ritmo de cruzeiro (pace confortável e econômico, entre as zonas 2 e 3 da frequência cardíaca – leve a moderado). Esta alteração mecânica sustentada por muito tempo é uma janela aberta para incidência de lesões.

7. Não confie, exclusivamente, no relógio! Ele pode te enganar e você alterar uma cadência irreal. Sempre que possível, faça uma aferência “manual”, contando, por exemplo quantas vezes o pé direito toca ao chão em 30 segundos, multiplicando este número por 4, ou quantas vezes os dois pés tocam ao chão em 30 segundos, multiplicando este número por 2. Faça uma série de aferências para obter um valor mais real e depois compare com o que o seu super relógio está marcando.

8. Antes de querer correr a 180 ppm, um pouco mais ou um pouco menos, para baixar seu tempo em uma prova, verifique se alguns pré-requisitos para isso estão sendo cumpridos, como treino uma boa periodização de treino, regularidade, disciplina, treino complementar de força, controle de peso e composição corporal, descanso devido, experiência, paciência e persistência.

 

A tão idolatrada e sonhada corrida perfeita não existe, cada um possui um padrão que precisa ser desenvolvido, o tornando o mais eficiente possível para que possamos ir mais longe e mais rápido em qualquer desafio que nos propusermos a encarar!

 

Bons e bora pra cima, galera!

Rodrigo Lobo

Colunista

Bacharel em Educação Física pela Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo; Sócio diretor da Lobo Assessoria Esportiva; Palestrante de temas sobre qualidade de vida, treinamento esportivo e empreendedorismo; Colunista do portal Ativo.com e colaborador de diversos portais e revistas esportivas; Atleta amador de corrida de rua e triathlon, Contribui com o Trilo mensalmente com a coluna - DA TEORIA A PRÁTICA - tudo que precisamos saber para manter os treinos e a qualidade de vida!

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