Você começou a correr agora e já está querendo superar distâncias, reduzir minutos preciosos naquela próxima prova de 5 km, ou na maratona? Estes são desejos da grande maioria dos atletas amadores de corrida de rua. Para alguns, metas mais atingíveis, para outros um pouco mais distantes.

 

Além de todos os pré-requisitos importantes para a evolução na grande maioria dos esportes de endurance, como redução do percentual de gordura, experiência, base muito bem feita, evolução gradual na modalidade, diversificação de estímulos aplicados, regularidade, planejamento, definição de metas, trabalho complementar de força, treinos bem elaborados, apoio psicológico e nutricional, temos uma carta na manga que está relacionada diretamente com a performance e redução do risco de lesões: a eficiência mecânica.

 

Um exemplo muito claro disso é a quebra do recorde mundial de maratona, em Berlim 2018, pelo queniano Eliud Kipchoge, que correu os 42 km em 2:01:39, com um pace de 2’53”/km. Como isso é possível? Quais são os fatores envolvidos que possibilitam tal façanha? Qual a relação disso com essa tal de eficiência mecânica? Que tal falarmos um pouco sobre isso?

 

• Relação peso x potência: Carregar o menor peso possível é altamente recomendado, mas sem deixar de lado a capacidade de produzir força para deslocar o corpo. Neste caso a explicação é simples, é uma luta entre a gravidade puxando pra baixo e a força deslocando para cima e para frente.

• Força específica: Após uma base de força bem feita, precisamos tornar nossa musculatura mais especializada, tornando-a mais potente e com resposta mais rápida aos estímulos recebidos e aplicados, por meio de “educativos” de corrida, e direcionamento do treinamento de força para isso. Cada modalidade possui uma característica específica de produção de força para o alto rendimento.

• Energia elástica: A literatura já está bem avançada no estudo do conceito de armazenamento e restituição de energia elástica. Exercícios bem orientados e direcionados, como no caso dos pliométricos, que envolvem saltos sucessivos com menor tempo de contato possível, treinamento em descida e em alta velocidade, contribuem para que a musculatura poupe energia e utilize seu componente elástico para devolver a carga aplicada a ela.

• Economia de energia: Este ponto está intimamente relacionado ao conceito de armazenamento e restituição de energia elástica e à algumas características biomecânicas, como frequência de passada, tempo de contato com o solo, oscilação vertical, relações angulares de pé, joelho, quadril e tronco, movimentação de braços, biotipo, entre outros, aumentando a autonomia do atleta, o possibilitando correr mais rapidamente por mais tempo gastando a menor energia possível.

• Redução do risco de lesões: Uma corrida mecanicamente eficiente, associada à uma boa orientação e prescrição de treinamento com controle de volume e intensidade, possibilita que atleta sobrecarregue menos sua estrutura, o protegendo de lesões frequentes, que acometem grande parte dos corredores.

 

Todos estes pontos reforçam a complexidade de uma modalidade que parecer ser tão simples, para quem tem o objetivo de correr por muitos anos e aproveitar ao máximo seu potencial para alcançar metas ambiciosas e evoluir constantemente no esporte.

 

Bons treinos e bora pra cima, galera!

 

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Rodrigo Lobo

Colunista

Bacharel em Educação Física pela Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo; Sócio diretor da Lobo Assessoria Esportiva; Palestrante de temas sobre qualidade de vida, treinamento esportivo e empreendedorismo; Colunista do portal Ativo.com e colaborador de diversos portais e revistas esportivas; Atleta amador de corrida de rua e triathlon, Contribui com o Trilo mensalmente com a coluna - DA TEORIA A PRÁTICA - tudo que precisamos saber para manter os treinos e a qualidade de vida!

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