O período de base, que é tão temido e negligenciado por conta de suas características principais, como foco no trabalho de força, treinos de baixa intensidade e volume crescente, sem provas no calendário e paces altos, está chegando ao fim para grande partes dos atletas de endurance.

 

Aquelas provas que você se inscreveu há alguns meses já estão aparecendo no seu calendário em contagem regressiva. Não tem como fugir, ou parar o tempo. Quem aproveitou bem o período regenerativo e transitório descansando o corpo e a mente, e na sequência, levou a sério os treinos do trabalho de base, respeitando o planejamento e fazendo bastante força com muita paciência e bons hábitos associados, colherá frutos maduros ao longo do ciclo competitivo e as chances de sucesso nas provas alvo serão maiores.

 

E agora? O que fazer daqui pra frente? Abaixo, listei algumas orientações e características importantes para esta fase, que é extremamente importante para a continuidade da periodização:

 

1. Tenha em mente quais são as provas de nível, A (principal), B (controle) e C (preparatória), categorizadas desta forma, devido ao grau de relevância e prioridade dentro do planejamento de treinos. Desta forma, você saberá como encará-las e não se frustrará com alguns resultados.

2. As semanas de treino de força serão colocadas em prática a partir de agora com os treinos de alta potência, alta intensidade, pliometria, entre outros. Sem esta preparação neuromuscular prévia, não conseguiremos atingir estes limiares.

3. Por conta do alto volume e intensidades variadas, dependendo da prova e objetivos estabelecidos, o alinhamento nutricional e a composição corporal ideal farão a diferença para os bons resultados e a manutenção do treinamento regular.

4. O respeito às zonas alvo propostas para cada atividade será mais relevante neste momento. Quem ainda não definiu estas zonas por meio de uma avaliação ergoespirométrica, FTP, ou outros testes de campo, a sugestão é que isso seja feito o quanto antes.

5. O feedback ao seu treinador precisa ser mais frequente, para que possíveis ajustes sejam feitos, uma vez que, nós amadores, sofremos influência de muitas variáveis de nossa rotina diária, como treinos, trabalho, família, etc. Nosso corpo, geralmente, nos envia sinais prévios para lesões, destreinamento ou overtraining, e precisamos ficar atentos a eles.

6. O corpo começa a dar sinal de evolução e, se você treinar com regularidade e respeitar esta progressão segura e gradual, a cada semana a resposta aos estímulos propostos será ainda maior. Você perceberá esta melhora contínua do condicionamento com os bons resultados nos treinos e nas provas de níveis B e C. Consequentemente, sua motivação aumentará.

7. Não pule etapas para seu corpo não sucumbir antes do tempo. Além de lesões, a queda de rendimento virá em médio e longo prazo, de maneira silenciosa.

 

Pronto! Agora é hora de colocar tudo isso em prática e comemorar muito cada pequena conquista diária e, claro, vibrar após cruzar, com brilhantismo, a tão sonhada linha de chegada!

 

Bons treinos e bora pra cima, galera!

 

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Rodrigo Lobo

Colunista

Bacharel em Educação Física pela Escola de Educação Física da Universidade de São Paulo; Sócio diretor da Lobo Assessoria Esportiva; Palestrante de temas sobre qualidade de vida, treinamento esportivo e empreendedorismo; Colunista do portal Ativo.com e colaborador de diversos portais e revistas esportivas; Atleta amador de corrida de rua e triathlon, Contribui com o Trilo mensalmente com a coluna - DA TEORIA A PRÁTICA - tudo que precisamos saber para manter os treinos e a qualidade de vida!

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