ECONOMIA DE MOVIMENTO, VALE A PENA INVESTIR?

 

As características fisiológicas que classicamente influenciam na performance dos esporte de endurance são: o consumo máximo de oxigênio, o famoso O2 máximo; a fração do consumo máximo de oxigênio sustentada durante a atividade, variável relacionada aos limiares ventilatórios e de lactato; a composição corporal; e a economia de movimento, o assunto desse artigo.

 

A economia de movimento é um aspecto fisiológico complexo e multifatorial que representa a integração dos sistemas metabólicos, cardiovasculares, biomecânicos e neuromusculares. Esta medida reproduz o custo metabólico para desempenhar uma atividade, ou seja, reflete a eficiência na produção de movimento a partir do consumo de oxigênio.

 

Assim sendo, em uma determinada velocidade de natação, ciclismo ou corrida, o indivíduo com a melhor economia de movimento consome menor quantidade de oxigênio para cobrir a mesma distância. Fato extremamente importante, visto que nos esportes de endurance o alto consumo de oxigênio é mantido por longos períodos de tempo.

 

O treinamento tem por objetivo melhorar todas características fisiológicas. Contudo, enquanto o O2 máximo e os limiares possuem fatores limitadores como gênero, idade e perfil genético, a economia de movimento é uma aptidão que pode sempre ser aperfeiçoada. Para isso, além da habitual periodização e cumprimento do treino proposto, deve-se dar importância aos trabalhos paralelos como exercícios educativos e trabalhos de correção do gesto esportivo.

 

A máxima de que nada está tão bom que não possa melhorar ganha aqui um grande aliado. Haverá sempre algum ponto a ser explorado para melhorar a eficiência do corpo humano enquanto máquina.

Paulo

Colunista

Médico pela USP Ribeirão Preto e triatleta Amador, fez Residência Médica em Medicina Esportiva e Doutorando em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP. Médico da CBDA e do Centro de Formação de Atletas da Sociedade Esportiva Palmeiras. Atuou no Jogos Olímpicos Rio 2016 na modalidade Atletismo

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