Muitas pessoas acreditam na tese de que quanto menor o peso corporal, melhor será o resultado na competição. É claro que uma boa composição corporal auxilia na performance do atleta.

 

A redução de peso por si só pode trazer grandes benefícios para atletas de modalidades como a corrida e o ciclismo de montanha, por exemplo, já que a força da gravidade será reduzida. Porém deve-se ter muita atenção afim de monitorar a redução de peso distinguido peso de gordura e peso de massa muscular, em razão de que a perda de massa muscular pode resultar em diminuição de força e resistência, interferindo negativamente na performance, principalmente em provas de longa duração.

 

É de suma importância avaliar individualmente cada atleta para se chegar em uma estimativa de “composição corporal ideal”. Não necessariamente o “menor peso” é o “melhor peso”. Existem biótipos corporais diferentes, envolvendo tamanho de estrutura, facilidade ou dificuldade para ganho ou perda de massa muscular, assim como gordura corporal.

 

Respeitada a individualidade de cada um, é hora de planejar. Chegar na competição alvo com o peso desejado nem sempre é tarefa fácil. O ideal é que haja um planejamento com antecedência adequando o planejamento alimentar a cada ciclo do treinamento até a competição. Em outras palavras, existem momentos mais propícios para se fazer uma restrição calórica se necessária e outros períodos onde tal prática pode ser totalmente contraindicada. Quando o objetivo é performance, a nutrição deve se adaptar ao treinamento, e não o inverso. O mais importante sempre será o RENDIMENTO e não a balança. Seja na corrida, no ciclismo ou no triatlo, não existe prova de pesagem ou espelho, o mais importante sempre será o resultado final, o rendimento!

 

A Nutrição Esportiva não é necessariamente uma ciência para perda ou ganho de peso. O foco principal da Nutrição no esporte é auxiliar o atleta a realizar seus treinamentos e competições da melhor forma possível, oferecendo um aporte energético compatível com a demanda e auxiliando na recuperação diária das atividades.

 

Dica: Faça um planejamento realista e cuidado com a restrição calórica fora de hora.

Maria Cecilia Carvalho (Ciça)

Colunista

Nutricionista pela Universidade Presbiteriana Mackenzie – SP. Triatleta há 8 anos, 5x Ironman Kona Finisher e melhor tempo de uma amadora brasileira em Ironman. Contribui com o Trilo mensalmente com a coluna: NUTRIÇÃO E PERFOMANCE – Como uma boa alimentação pode auxiliar a longevidade no esporte

2 thoughts on “MELHOR PESO X MENOR PESO

  1. Valdir Alves disse:

    Uma vez estava treinando muito bem com resultados muito bons nas provas, estava com 78kg e 8% de gordura com 1,78m, um amigo comentou que eu estava bem mas se chegasse aos 70kg iria voar, respondi a ele que para isso perderia muita massa muscular aí a performance iria cair. Justamente o que se trata no texto, nem sempre menor peso quer dizer melhor performance.

  2. Lahis disse:

    Adooooooorei!

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