Muito se fala sobre medidores de potência, mas aplicar a prática e fazê-lo trabalhar ao seu favor ainda tem sido uma grande barreira que os atletas amadores ou profissionais e por consequência os treinadores, tem tido. Os medidores de potência existem há um certo tempo, mas o alto preço do equipamento (que vem baixando com o tempo) ainda é um fator limitante para o seu uso no dia a dia, uma vez que muitos tem duas ou três bikes e o interessante é ter o equipamento em todas.

 

O que ele faz?

 
Mede a força (torque) x cadência (rpm) em watts, e isso traz um número “mágico” que irá te guiar em todos treinos, seja ele regenerativo ou intenso. Traduzindo para o mundo da corrida, ele seria o seu PACE, ou seja, independente do vento e inclinação do terreno, você irá gerar “X” watts de potência. Portanto a velocidade se torna um número secundário.

O que fazer com esses números?
Após fazer um teste de FTP* você terá uma tabela de valores em watts que vão representar em números, cada zona de treinamento. O seu limiar anaeróbio, limiar de lactato, L2, tem o mesmo significado de FTP (Featured Threshold Power).

Qual eu devo comprar?
Primeiro, aquele que cabe melhor no seu bolso. Em seguida aquele que você imagina que ficará mais tempo pois hoje temos medidores que vão no pedivela (braço esquerdo), pedal (1 ou 2 lados), movimento central, rodas (no cubo), na coroa do pedivela e está em desenvolvimento um medidor que irá na sapatilha. Então o fator compatibilidade de material entra bem na hora da escolha.

Mas e o meu frequencímetro, não tem mais função ?
Sim, e muita, talvez tenha até mais agora do que antes. Uma vez que temos duas referências, bpm e watts, conseguimos precisar ainda mais o atual condicionamento fisico, desde um regenerativo quanto a eficiência em um treino exaustivo ou uma prova. Muitas vezes a FC baixa pode ser um sinal de overtraining, cansaço excessivo e somente ela, pode não demonstrar tanto, mas quando colocamos a potência ao lado, começa a ficar nítido o estado atual e condicionamento do atleta. O oposto também é verdadeiro, muitas vezes o atleta acha que já está no seu limite, e não consegue fazer mais força e ao olhar os números, ele acredita mais nele e usa como um bom incentivo.

Igor Laguens

Colunista

Educador Fisico, Certificado por Training Peaks, Endurance Coaching Summit, Serrota International Cycling Institute e Bikefit.com. Ciclista há mais de 17 anos, embaixador do Haute Route no Brasil, contribui com o Trilo quinzenalmente as terças feiras com a coluna: OS SEGREDOS DO CICLISMO DE ESTRADA – força com controle.

4 thoughts on “Treinando com Potência – o princípio básico de um treino eficiente

  1. Alexandre a cruz disse:

    Explicação simples e
    abrangente. Obrigado.

    1. Trilo disse:

      Olá Alexandre!

      Que bom que gostou. Procuramos trazer assuntos interessantes para todos. Se tiver alguma sugestão pode nos dizer.

  2. Frederico Crissiuma disse:

    Boa explicação.

    1. Trilo disse:

      Olá Frederico,

      Que bom que gostou. Continue conosco, temos muitas novidades pela frente!

      Abs

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