Muito recordes quebrados, muitas relações de marchas usadas e mesmo assim as duvidas sempre existirão! Afinal como fazer uma boa bike no IRONMAN e não sair desgastado para a corrida?

 

- Natação / Bike: uma das ideias do Clip ou apoio de guidão sempre foram conforto e aerodinâmica. O conforto para uma prova de longa duração é praticamente tudo, caso se desgaste muito, não vai conseguir ter uma boa mecânica de movimento para a corrida em seguida. Além disso economiza se muita energia quando está numa posição confortável, sem ficar mudando o tempo inteiro, evitando assaduras, machucados. A aerodinâmica é importante sim, com certeza, afinal economiza-se alguns watts preciosos, lembrando que na bike o bom resultado é de quem faz em menor tempo e não o mais forte.

 

- Bike/Corrida: Uma vez confortável, a economia de movimento é melhor e toda a mecânica da corrida será melhor, desta forma, esta última parte da prova que já é dura, pode ser mais ou menos, dependendo somente de você.

 

- Relação: Após a invenção das coroas “compact” 50x34 muitas bikes começaram a vir com essa relação que é de uma certa forma mais leve, os pedais giram mais fácil, o que possibilita de certa maneira, incluir todos os níveis. Além disso alguns triathlons com subidas ficaram menos “impossíveis”. Mas não é somente isso que muda, recentemente com as coroas, 52x36 que seria a intermediária entre a 50x34 e 53x39, o famoso meio termo vem agradando mais pois permite uma combinação maior de marchas, ajudando quem gosta de pedalar com cadência mais pesada ou mais leve.

 

- Pedivela: Assunto muito discutido e com testes e mais testes feitos, onde muitos provam que o ciclista não consegue distinguir muitas vezes entre pedivela maior e menor. Mas pela biomecânica da pedalada podemos afirmar que quanto maior o braço do pedivela, maior a alavanca, logo fica mais fácil girar em uma marcha mais pesada, sendo o contrario também verdadeiro; se for um pedivela menor, ele permite que o ciclista fique mais aerodinâmico, pedale com uma cadência maior após colocar a bike em movimento.

 

- Rodas: Outro tema que sempre depende de uma boa análise, ou seja, avaliar o vento que irá pegar durante o circuito. Lembrando que a ideia é ser o mais aerodinâmico possível, então se a roda tende a te atrapalhar com o vento cruzado, já não é uma boa opção. Por isso, busque por aplicativos que possam te fornecer mais informações e olhe pelas rajadas de vento que são as que mais atrapalham e sempre que temos um pedal que beira a orla do mar, o vento vai ser pesado. Na duvida, vá com rodas de perfil baixo com 2 a 3cm de parede.

 

- Estrategias de pace ( wattagem x FC ) e RPM: Com tudo o que foi dito acima, coloque tudo no liquidificador, converse com o seu técnico e veja qual a melhor opção. Lembre que não é porque a prova é de triathlon, que você precisa colocar um pace, uma frequência cardíaca ou wattagem e ficar nela o tempo inteiro. A prova tem subida, descida, curvas, vento contra e a favor, assim como ultrapassagens que podem estar incluídas nesta estratégia.

Igor Laguens

Colunista

Educador Fisico, Certificado por Training Peaks, Endurance Coaching Summit, Serrota International Cycling Institute e Bikefit.com. Ciclista há mais de 17 anos, embaixador do Haute Route no Brasil, contribui com o Trilo quinzenalmente as terças feiras com a coluna: OS SEGREDOS DO CICLISMO DE ESTRADA – força com controle.

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