Quanto mais tecnologia, mais informação, e quanto mais dados, mais se chega a perfeição. É isso que temos visto em todos os esportes, seja no futebol, corrida, ou qualquer outra modalidade: os dados saem com precisão e em tempo real.
 

Para o atleta amador, estreando na distância, buscando seu recorde pessoal ou até tentando vaga para um campeonato mundial, esses dados valem? A resposta é simples: sim e muito! Principalmente se estiver tudo atualizado e as informações do evento estiverem corretas.
 

Para um bom Contra Relógio, Full ou Meio Ironman, que são provas mais "constantes”, podemos projetar ao máximo o que foi feito nos treinos e passar para prática. Valores como RPM e FC são essenciais, ainda mais quando aliados a potência.
 

Caso o atleta treine para realizar, por exemplo, um IM a 0.60 de IF (fator de intensidade) ele sabe que terminará o pedal mais "inteiro" e conseguirá realizar a corrida e ser o finisher que tanto almeja. Já em outro extremo, para atletas que querem arriscar mais no pedal, é possível calcular para que o atleta não se esgote. Ou seja, ele coloca limites como 0.75-0.80 de IF e sabe que conseguirá fazer uma boa transição para a corrida.
 

É possível testar uma enorme variedade de intensidades e estímulos para saber como e quando deve arriscar ou ser conservador em um evento para que tenha sucesso. Para isso, os valores de IF e TSS devem estar sempre bem entendidos.

Igor Laguens

Colunista

Educador Fisico, Certificado por Training Peaks, Endurance Coaching Summit, Serrota International Cycling Institute e Bikefit.com. Ciclista há mais de 17 anos, embaixador do Haute Route no Brasil, contribui com o Trilo quinzenalmente as terças feiras com a coluna: OS SEGREDOS DO CICLISMO DE ESTRADA – força com controle.

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