Esses dias o Javier Noya anunciou que deixaria o circuito Ironman para buscar o seu tão sonhado ouro olímpico, agora em Tóquio 2020.

 

Javier foi hexacampeão do circuito mundial de triathlon olímpico e nas últimas 3 olímpiadas aparecia entre os principais favoritos.

 

Em 2008, foi campeão do circuito mas acabou em 4° nas olimpíadas, perdendo no Sprint final que teve o alemão Jan Frodeno como vencedor.

 

Em 2012, ficou com a prata por uma diferença de 11 segundos para o Alistair Brownlee, seu grande rival na carreira.

 

Em 2016, parecia que finalmente o ouro chegaria às suas mãos, mas um acidente de bike o tirou das olímpiadas.

 

O anúncio de que voltará ao circuito olímpico não parece ser surpresa. Nenhum atleta masculino foi tão dominante na modalidade como ele na última década e não ter um ouro olímpico é realmente um grande vácuo em sua carreira. Além de hexacampeão da ITU, ele é bicampeão mundial de Ironman 70.3 e já ganhou um XTerra também, mostrando versatilidade.

 

Claro que depois de 2020 ele ainda terá idade para tentar o título de Ironman no Hawai, mas sua opção pela olímpiadas agora me fez novamente perguntar o que eu escolheria: ter uma medalha olímpica ou o título em Kona?

 

Para alguns esportes a pergunta entre ser campeão olímpico ou mundial parece ser bem fácil, como no futebol ou na natação, cada um pro seu lado.

 

Fiz a enquete no instagram e 61% do público escolheu olimpíadas, contra 39% que preferiria ganhar Kona. Eu mesmo votei em Kona, mas se fosse votar de novo votaria em olimpíadas. Não sei viu, difícil decidir. Será que poderia escolher as duas?

 

Atualmente, apenas o Frodeno possui os dois título, mas em anos separados. O grau de especialização do triathlon atualmente dificilmente permitiria que o mesmo atleta ganhasse as duas modalidades na mesma temporada.

 

Vale lembrar que o triathlon entrou no programa olímpico apenas em 2000. Alguns dizem que, nos bons tempos, Mark Allen e Paula Newby-Fraser provavelmente teriam conseguido os dois títulos no mesmo ano, pois eram dominantes numa época em que o triatleta encarava o que viesse pela frente, não importando a distância.

 

Mas como a história não permite especulações, teremos de esperar alguma companhia pro Frodeno daqueles que estão fazendo a migração. A última campeã olímpica de triathlon, Gwen Jorgensen, foi pra maratona. Nicola Spirig, campeã em Londres, segue no tri mas já deu entrevistas falando que não tem interesse nas provas longas. A possibilidade recai então sobre o Alistair Brownlee, que está na transição para o 70.3, mas quem sabe logo mais já não estará brigando em Kona.

 

Feliz 2019 para todos!

 

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Correndo por Ai

Colunista

Blogueiro do instagram @correndoporai e triatleta amador, é historiador formado pela Universidade de São Paulo e diplomata de profissão. Apaixonado pelos esportes de endurance e por suas curiosidades, busca sempre uma boa história para compartilhar por aqui, seja em livros, artigos, podcasts, filmes ou em uma daquelas belas discussões nas redes sociais. 6x Ironman, espera chegar em Kona nem que seja pela teimosia.

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