Este ano tenho trazido aqui no Trilo os pilares básicos para que você alcance a Alta Performance.

 

Um pilar está intimamente ligado ao outro. É fato que quando falta algum (ou está com pouca atenção), se nada for feito, todos os demais serão abalados e isso irá influenciar na sua produtividade, performance, resultados.

 

Se você ainda não leu os artigos anteriores, que falam sobre Foco e Resiliência Mental, corre lá.

 

Hoje vou abordar sobre o terceiro pilar: Atitude Mental.

 

Antes de discorrer sobre o assunto, é importante deixar claro que a ordem que estou abordando cada um dos pilares é aleatória, e que todos têm seu peso e valor, não sendo um mais importante do que o outro.

 

Mas voltemos ao assunto. A forma como você pensa ou enxerga as coisas interferem no seu nível de sucesso, realização e em quanto explora seu potencial.

 

Atitude Mental ou Mindset, é a forma como sua mente está moldada e, consequentemente, a forma como você pensa e age.

 

É mais que um traço da personalidade, através do estudo dos pensamentos, pode-se observar porque alguns são pessimistas e outros otimistas, uns bem-sucedidos e outros não.

 

A forma como nossa mente funciona e consequentemente, a qualidade dos nossos pensamentos, impacta no nosso trabalho, relacionamentos, educação dos filhos, esporte.

 

Segundo a psicóloga de Stanford, Carol Dweck, especialista em sucesso e motivação, e autora do livro Mindset, existem dois tipos de mindset, o fixo e o de crescimento.

 

Na minha opinião, não conseguimos afirmar que uma pessoa se encaixa em um tipo de mindset ou em outro, já que somos indivíduos únicos e cada um se encontra em um estágio de evolução. Porém, há uma tendência maior em uma ou outra forma de pensar, ainda que diferencie para determinados assuntos ou aspectos da vida.

 

Explico: a forma como você pensa em relação ao seu trabalho pode ser de mindset fixo, enquanto que com relação ao esporte se aproxima mais ao mindset de crescimento.

 

Para ficar um pouco mais claro, convido você a refletir como pensa em relação a algumas situações:

 

Se o pneu da sua bike fura, você foca mais no problema causado ou na solução? Se não obteve o resultado esperado na sua prova, você culpa o mar, o clima, o treinador ... ou busca treinar mais, analisar onde pode melhorar, aprender com os erros cometidos? Quando o treinador te entrega uma planilha desafiadora, você vibra ou reclama? Frente a algo difícil você pensa: “não consigo” ou “não consigo, ainda”? Você prefere se comparar aos que têm desempenho pior que o seu ou aos que são melhores?

 

Aqueles que possuem mindset fixo buscam afirmar-se, não encaram bem os erros e o fracasso, entendem que fracassar o define como tal. Tendem a colocar a culpa nos outros pelo seu desempenho ruim, não se interessam em aprender, pois acham que a inteligência é imutável e acreditam em talento e não em desenvolvimento de potencialidade. Focam nos erros e não na solução, remoem o que deu errado e ficam em looping com pensamentos negativos.

 

Segundo estudos, as pessoas com este mindset tendem a ter menos sucesso e evolução, pois se bloqueiam e auto sabotam (ainda que de forma inconsciente), são mais irritadiças, menos pacientes, reclamonas e menos felizes.

 

Se prendem em crenças limitantes de que atingiram seu máximo potencial e se algo não está dando certo, é porque nunca dará, não importa o quanto se esforcem.

 

Já as pessoas de mindset de crescimento vibram com desafios e buscam desenvolver-se. Estão dispostos a assumir riscos, enfrentar as dificuldades e continuar a se esforçar. Têm talento em converter em sucesso futuro as adversidades da vida. São resilientes e perseverantes, encaram suas deficiências e sabem que podem aprender com elas e com os erros.

 

Essas pessoas tendem a se destacar, tornar-se referência em seu meio ou no que se propõem a fazer.

 

Claro que todos se chateiam com erros e fracassos, mas a forma como cada tipo de mindset age frente às adversidades é que faz a diferença.

 

Vou compartilhar com vocês uma experiência minha: apenas 10 dias depois de ter voltado da recuperação de uma cirurgia, que me deixou um mês totalmente parada, quebrei o tornozelo enquanto corria. A recomendação foram seis semanas de muleta e robotfoot, sem colocar o pé no chão. Minha primeira reação foi chorar e em seguida pensei que coisas eu gostaria de fazer que não conseguia porque estava sempre na correria do trabalho e treinos, como ler, assistir seriados e receber visita no meio da tarde para um cafezinho. E mais, à medida que as semanas se passavam, ia perdendo massa muscular e pensei: vai ser demais ver meu corpo se transformando novamente quando eu puder voltar a treinar!

 

Você é produto dos seus pensamentos. A forma como você pensa se reflete nas suas ações, escolhas, crenças.

Ale Filippini

Colunista

Migrou da advocacia internacional para a área de qualidade de vida e alta performance há quase 10 anos. Formada pela Federação de SP do DeRose Method, especializou-se em treinamentos e palestras para quem quer melhor desempenho profissional ou esportivo, com experiência de consultorias inclusive fora do país. Utiliza técnicas respiratórias, corporais, de mentalização, meditação, descontração muscular, entre outras, como um diferencial para quem quer atingir um nível acima. Essas ferramentas têm sido amplamente utilizadas por atletas amadores e profissionais, tanto brasileiros quanto estrangeiros. É corredora há 12 anos e migrou para o triathlon há 2, tendo completado 2 IronMan 70.3 neste período. Assinará a coluna “Alta Performance – Você é a chave para o Alto Rendimento”

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