Desde o começo do ano tenho trazido aqui, em artigos mensais, habilidades (ou power skills) imprescindíveis a serem desenvolvidas para que se possa obter o melhor resultado no esporte, no trabalho ou na vida.

 

Uma está intimamente ligada à outra e impacta diretamente nos demais e assim, por consequência, na performance.

 

Se ainda não leu os artigos anteriores, recomendo que o faça, assim saberá como extrair seu máximo potencial em todas as ocasiões:

  1. importância de manter o foco
  2. resiliência mental
  3. mudar o mindset (atitude mental) para nos mantermos no curso e realizar as nossas metas.
  4. Engajamento
  5. Nível de Energia
  6. Habilidade de relacionamento

 

A próxima habilidade que vou abordar é a Autoconfiança e a Autoestima. Talvez nem precisasse explicar o quanto interferem no desempenho, já que parece óbvio que sem qualquer uma delas realizaremos muito aquém da nossa capacidade.

 

Porém, mesmo sendo óbvio, às vezes nos faltam ferramentas para implementa-las (ou resgata-las) em nossa vida.

 

Para começar, vou deixar claro a diferença entre ambas:

 

Quem não tem autoconfiança deixa de realizar mais por não acreditar em seu potencial, perde oportunidades, não se vê apto a conquistar um pódio, um título, uma promoção. Não expressa suas opiniões e tem dificuldade de falar em público.

 

Já aquele que tem baixa autoestima não gosta de si mesmo, não se vê merecedor de reconhecimento, de amor, de pertencimento. Tem mais tendência a brigar e a ser negativo.

 

A falta de energia, também uma das habilidades essenciais para conquistarmos melhores resultados, pode abalar o nível de autoconfiança, por isso, trate de aumentar sua disposição.

 

Algo que aconteceu no passado pode ainda hoje interferir na forma como você se vê, fazendo-o acreditar ser menos capaz.

 

Pior ainda quando esse sentimento provém de um feedback dado com pouco ou nenhum tato, fazendo-o entender esse feedback como uma verdade absoluta e não acreditar em seu potencial. Essa crença limitante é consequência do mindset fixo, que também é tema de um dos meus textos no Trilo.

 

Para reverter esta situação, um exercício é se expor e encarar seus medos e inseguranças, porém em pequenas doses, o que fará com que se torne mais resiliente e confiante, mas de forma consistente e duradoura.

 

Pequenos passos diários e pequenos sucessos mudam a forma como se sentirá em relação a sim mesmo.

 

Além do medo, que pode gerar essa falta de confiança, a vergonha a respeito de algo que você não quer que as pessoas saibam a seu respeito, com receito de gerar desconexão, pode diminuir a confiança e a autoestima. Aqui não me refiro a coisas escusas, falta de valores, caráter ou ética. O simples fato de ter um pace alto, faltar nos treinos ou comer demais podem ser fatores de embaraço para certas pessoas.

 

Para isso é necessário a coragem de ser imperfeito, de ser gentil consigo mesmo antes de ser com os outros. A conexão é gerada como resultado por sua autenticidade.

 

A vulnerabilidade não é uma fraqueza e sim uma virtude. Torna a pessoa mais humana e mais próxima dos demais, cria identificação. Segundo pesquisas, é o centro do medo e vergonha, mas também da criatividade, felicidade, amor e pertencimento.

 

Recomendo duas palestras que mostram como aumentar sua autoconfiança e autoestima. Uma sugere tentarmos algo novo por 30 dias e outra mostra como um exercício simples, de linguagem corporal, pode interferir na forma como nos vemos e sentimos.

 

Vale à pena assistir e colocar os exercícios em prática:

 

Experimente algo novo por 30 dias

 

Sua linguagem corporal molda quem você é

 

Acredite em mim, pequenos ajustes podem grande mudanças e assim, diferentes resultados. Pode ser a diferença entre garantir uma vaga para um mundial ou seguir, prova após prova, apenas tentando.

Ale Filippini

Colunista

Migrou da advocacia internacional para a área de qualidade de vida e alta performance há quase 10 anos. Formada pela Federação de SP do DeRose Method, especializou-se em treinamentos e palestras para quem quer melhor desempenho profissional ou esportivo, com experiência de consultorias inclusive fora do país. Utiliza técnicas respiratórias, corporais, de mentalização, meditação, descontração muscular, entre outras, como um diferencial para quem quer atingir um nível acima. Essas ferramentas têm sido amplamente utilizadas por atletas amadores e profissionais, tanto brasileiros quanto estrangeiros. É corredora há 12 anos e migrou para o triathlon há 2, tendo completado 2 IronMan 70.3 neste período. Assinará a coluna “Alta Performance – Você é a chave para o Alto Rendimento”

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